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A Fundação Ford No Brasil 1998/1999.
2.
Saúde Reprodutiva
Nos
últimos trinta anos, a fecundidade no Brasil tem
diminuído de forma dramática, refletindo, em parte,
as melhores oportunidades de educação e emprego para
as mulheres. Ainda assim, as tentativas de limitar a fecunidade
têm provocado sérios problemas para a saúde
sexual e reprodutiva, incluindo o uso irregular de
anticoncepcionais orais, partos cesáreos
desnecessários e abortos ilegais. Para agravar esses
problemas, o HIV/AIDS avança rapidamente entre os segmentos
mais pobres da sociedade. Apesar dos resultados positivos das
políticas progressistas de saúde criadas a partir do
início da década de 80, os serviços de
saúde reprodutiva continuam insuficientes e de baixa
qualidade, pouco contribuindo para amenizar as desigualdades
sociais, de gênero e raça.
O Programa de
Saúde Reprodutiva busca aumentar a compreensão
pública e profissional da influência dos fatores
sociais, econômicos e culturais na saúde sexual e
reprodutiva. Um dos objetivos principais do Programa é
apoiar estudos de políticas públicas e iniciativas
que forneçam às mulheres os recursos para entender,
articular e enfrentar de forma efetiva suas necessidades em
saúde reprodutiva.
As
ações do Programa de Saúde Reprodutiva
envolvem:
-
Pesquisa
aplicada em ciências sociais sobre questões
críticas tais como aborto clandestino, mulheres e HIV/AIDS,
as necessidades de saúde dos adolescentes, o
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desenvolvimento de indicadores de saúde reprodutiva e o
papel dos homens na saúde reprodutiva.
-
Treinamento
em serviços multidisciplinares de saúde e
ciências sociais com ênfase na major compreensão
das relações de gênero e a sexualidade;
capacitação profissional e divulgação
de informações que ampliem os quadros de
referência legal e ética para os direitos sexuais e
reprodutivos, de modo a permitir aos indivíduos maior
autonomia ao decidir sobre sua saúde reprodutiva;
iniciativas que reforcem a capacidade de acompanhar e avaliar
políticas e programas voltados para a melhoria da
condição social e dos direitos reprodutivos das
mulheres.
-
Apoio
à criação e funcionamento de redes entre
grupos de mulheres para incluir as perspectivas feministas no
debate, elaboração e implementação de
políticas públicas; debate qualificado sobre
questões éticas e religiosas relacionadas com
gênero, sexualidade, valores da família,
educação sexual da criança e
reprodução; avaliação de modelos
inovadores de atendimento a comunidades para atrair a
atenção de profissionais e responsáveis pela
política de saúde.